16 janeiro 2016

Katy Perry: Porque um show é muito mais que uma hora

Nem tão recentemente, a Katy Perry esteve no Brasil e passou por São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba com a turnê Prismatic World Tour, eu sempre admirei muito o trabalho dela, mas nunca pensei que fosse possível eu ir num show dessa grandiosidade porque eu teria que sair da minha zona de conforto: ir para outro estado, andar pela primeira vez de avião, arrumar hospedagem e depois superar meu pânico de estar no meio de uma multidão de fãs enlouquecidos, passar horas e até dias numa fila improvisada na rua...

De primeira queria ir pra SP, iríamos eu, uma amiga e nossas mães mas os ingressos esgotaram mais rápido que tempo necessário pra digitar os números do cartão e finalizar a compra. Fiquei decepcionada, até lembrar que eu ainda poderia tentar Curitiba e assim foi feito, na segunda tentativa me atirei na pré-venda e comprei meu almejado pista premium, depois retirei o ingresso aqui na minha cidade e passei meses babando aquele pedaço de papel verde que carregava o nome de uma das minhas cantoras favoritas, nisso minha amiga teve problemas e não pode mais ir comigo. Me desesperei. Depois de pensar concluí que não era mais tempo de desistir, vi passagens aéreas e um hotel por 3 noites, a do show e duas antes. O show estava próximo e eu não sabia como agir com só eu e minha mãe numa cidade estranha passando dia e noite em uma fila, resolvi me entrosar e entrei em realmente muitos grupos do show e de fãs da Katy e foi a melhor coisa que eu fiz porque encontrei os melhores amigos possíveis, combinamos de revezar na fila e tudo mais. Agora chegamos a melhor parte da viagem -que não foi o lanche do avião- A FILA, acho que nunca vou vivenciar algo sequer parecido em outra ocasião, tinha um garoto anotando o nome de todo mundo e numerando os grupos pra quando fizéssemos a fila na serpentina não houvesse nenhum problema e aí você imagina uma fila com um pouco menos de 300 pessoas na sua frente em que você conhece praticamente TODO MUNDO!? Chegava na hora de eu ir embora da fila e ficar um dos meus amigos e nem minha mãe queria ir embora de tão animado e surreal que aquilo foi. 

E então, o grande momento chegou: os portões se abriram, as catracas começaram a rodar incessantemente e eu aprendi a correr como nunca tinha feito antes. Estava dentro da Pedreira Paulo Leminsk, ao lado dos meus amigos, a dois metros ou menos do palco onde mais tarde Katy Perry iria por os pés e mostrar o que faz de melhor. 
Hora vai e hora vem e parece que meus pés não aguentariam até o show, teve abertura com Tinashe e eu já me sentia muito mais esmagada que antes, suada, apertada, dolorida e foi quando eu achei que não aguentaria mais a dona da noite apareceu, com seus efeitos pirotécnicos e a batida marcante de Roar, era Katy Perry no palco e eu querendo aproveitar o máximo possível do espetáculo que acontecia na minha frente e ignorar o desgaste físico que causava mal estar constante que entretanto era compensado por tudo que acontecia ali dentro desde as pessoas, os lugares novos que conheci, a energia do show, a inacreditável Katy Perry a uma pequena distância.
Cada música tinha seu significado, cada fã ali tinha uma história e Katy Perry parecia saber genuinamente como unir os dois conversando com o público e cantando com paixão. Particularmente, eu não tinha uma conexão direta entre eu e a pessoa Katy Perry mas a música dela me acompanhou desde sempre e isso se confirmou quando dentre outras coisas ela disse que muitas vezes a música é a única coisa que nos entende e está ali conosco em certos momentos, me lembrei de algumas coisas pelo que já tinha passado e a música dela coincidentemente esteve comigo, logo, percebi que essa era minha história com ela e a música a seguir representava um novo capítulo nesse conto, The One That Got Away começou e já tinha outro sigificado pra mim. 




30 de setembro de 2015, pela primeira vez na vida eu descobri o que realmente era se sentir esgotada, não havia sono que bastasse, comida que me alimentasse ou vôo que não demorasse. Eu mal me aguentava em pé, mas sabia que ainda sim, conseguiria sustentar por muito tempo o peso da mochila de lembranças que carregava nas costas. 

Oi, sou a Jess e espero que vocês tenham gostado de saber um pouco da minha experiência! Domingo e quinta tem post das outras meninas e sábado comigo. 
Beijinhos, Jess.

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