13 fevereiro 2016

Barbie Fashionista 2016: Uma mudança necessária



Eu não sei vocês, mas eu quando era pequena amava barbies, desde as mais comuns até as que se passam por fadas e sereias e tudo que há de encantado no mundo infantil. 
Só tinha um porém nisso, que na época passou despercebido por mim e meu ego infantil, entretanto, com o tempo eu fui percebendo: As barbies não me representavam. Em nenhum aspecto. Eu era gordinha, as barbies eram magérrimas, eu sou morena e todas as barbies eram loiras - com o tempo foram se diversificando, mas não o suficiente -, eu me identifico parda, de família negra e todas as barbies eram brancas; Não representavam a mim e muito menos de onde eu venho mesmo sendo o brinquedo que certamente era o que eu mais adorava.
Estranho que, eu demorei realmente muito pra perceber isso, fui entrando na adolescência e eu não tinha medo e nem vergonha de dizer que eu ainda achava barbie a coisa mais linda e legal do mundo. Até que o mundo real um dia ia chamar por mim e sutilmente me abriria os olhos sobre uma boneca que esteve praticamente a vida inteira do meu lado me fazendo querer viver e ser como ela, algo que é impossível já que mundos encantados não existem e eu não sou do tipo de faria plásticas e dietas malucas além de que percebi que isso refletiu em mim mesmo depois de maior, com aqueles velhos e clichês problemas de aceitação.
Aí era onde eu PENSAVA que acabaria a história, porquê, acabou surpreendentemente melhor. Dia 28/01/2016, deu um ponto final mais feliz pra minha história com a boneca barbie a marca anúnciava as tais mudanças com fotos e especificações das novas bonecas que antes eram donas de um estereótipo agora se pareciam muito mais com a realidade: Tons de pele, cabelos e olhos variados, altura e tipos de corpos distintos também. Finalmente, com toda modéstia, pareciam comigo.


Oi pessoal, espero que tenham gostado de saber um pouquinho mais de mim e da barbie :)
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Beijinhos, Jess.


Um comentário:

  1. Eu também já tive muita barbie e não me via em nenhuma delas, em absolutamente nenhuma. Essas bonecas não padronizadas, cada uma com seu jeito, seu estilo e aparência, todas lindas inclusive, irão mudar a vida de muitas crianças que na maioria das vezes sofre preconceitos na rua, escola, em casa (sim, isso acontece) por não ser estereotipada.

    Ter representatividade é necessário, em todos os meios e formas. Seja artístico ou apenas em um brinquedo. Assim vamos formando cidadãos que respeitam e amam o próximo da forma que eles verdadeiramente são.

    Agora eu tiro o chapéu para a Barbie, agora digo que ela me representa e que se parece comigo, rs.

    Beijooooos,
    penultimoandar.com.br

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